A partir do hoje, o Núcleo da Tecnologia, irá expandir um pouco o seu nicho. De agora em diante, postarei também, artigos sobre ciência, mesmo que, sem relação direta com o tema "tecnologia", por considerar que de modo geral, tecnologia e ciência andam de mãos dadas.
Atualmente a Teoria da Evolução é tida, no meio científico como a mais sólida explicação de como os seres vivos vem se transformando até o estado atual e o por que, de eles serem como são, além é claro, de explicar as relações de parentesco entre as espécies, dentre outras coisas.
Basicamente, nos dias atuais, pode-se dizer que, a Teoria da Evolução, é o núcleo da biologia moderna.
Infelizmente, a algumas décadas atrás, surgiu um incômodo movimento religioso, que visa atacar a Teoria da Evolução e até, em muitos casos, evitar que ela seja, devidamente ensinada nas escolas. Tudo isso, fundamentado na interpretação literal da bíblia, de que Deus, criou todas as espécies já da forma como são hoje e a poucos milhares de anos.
Em geral, os membros desses "grupos" são chamados de "criacionistas". Estes, de modo geral, atacam a Teoria da Evolução, de forma completamente infundada, simplesmente "ignorando" toda e qualquer evidência, alem de propor uma teoria substituta, chamada atualmente por eles de "Designe Inteligente" (antigo "Criacionismo"), também sem apresentar qualquer evidência "decente".
Nessa postagem eu vou desmascarar dois argumentos, frequentemente lançados pelos criacionistas, contra a Teoria da Evolução.
Nomenclaturas
Um dos argumentos mais lançados pelos criacionistas contra a Teoria da Evolução, se refere a confusão de nomenclaturas dos fósseis e a suposta "ausência de intermediários".
A respeito das nomenclaturas, o fato de um determinado fóssil ser "rotulado" com este ou aquele nome, não significa nada, no que se refere a realidade dos fatos. Independentemente do fóssil "M" ser enquadrado pelos taxonomistas no gênero "Z" ou "H", isso nada tem a ver com a realidade de que "M" é um intermediário localizado em aproximadamente "X" porcento de seu(s) respectivo(s) descendente(s) moderno(s).
Ou seja, nomenclaturas, nada mais são do que meras "formalidades arbitrárias". Se o fóssil "M" é enquadrado no gênero "Z" ou "H" pelos taxonomistas, ou mesmo, se eles ficam se "engalfinhando" sem conseguir chegar a um consenso sobre a classificação desse fóssil, isso nada significa em relação a veracidade da teoria da evolução.
Tudo se resume a uma mera confusão de nomes, nada mais, nada menos.
Intermediários
Sobre a ausência de intermediários, duas coisas importantes a esse respeito devem ser ditas:
De fato nós não possuímos "todos" os fósseis de todas as espécies que já passaram pelo nosso planeta, entretanto isso se deve ao simples motivo, de que, apenas uma pequena fração dos seres vivos chegam a ser fossilizados. A grande maioria simplesmente desaparece durante o processo de decomposição.
Para formação de um fóssil, é necessário que o ser vivo, tenha uma biologia adequada (por exemplo, vermes não são "bons" em fossilização), e que ele seja "armazenado" em condições ideais de solo.
Infelizmente poucos animais são privilegiados com esses requezitos após a morte.
Assim sento, o fato de nós não termos todos os fósseis em mãos, não serve como justificativa contra a Teoria da Evolução.
O fato é, que até os dias de hoje, todos os fósseis encontrados "encaixam-se" perfeitamente dentro do que a teoria da evolução prevê. Jamais por exemplo, encontramos um fóssil de um Tiranossauro Rex, misturado em meio a Mamutes. Absolutamente todos os fósseis encontrados até hoje, se encaixam de forma perfeita com a Teoria da Evolução. Não existem contradições.
Agora, falando mais especificamente dos "intermediários", nós temos sim, ao contrário do que os criacionistas costumam "recitar" aos quatro ventos, um imenso número de intermediários, registrados em forma de fósseis, ligando espécies antigas as mais recentes.
Entretanto os criacionistas falham em reconhecer esses intermediários devido a já citada confusão de nomenclaturas.
Infelizmente nossa cultura, a muito tempo, é obcecada por enquadrar tudo em uma categoria, fixa, definida, clara e isolada. Entretanto, na natureza, isso raramente corresponde a realidade. Por exemplo, considera-se um jovem menor de 18 anos como adolescente e um maior, como adulto ou pelo menos, maior de idade. Entretanto, no mundo real isso não existe. Um jovem de 17 anos, não se transforma física e mentalmente ao toque da meia noite, na véspera de seu aniversário. O crescimento de um ser humano, é um processo gradual, que só pode ser notado ao observar o jovem por um certo período de tempo.
Dessa forma não existe uma divisão bem definida entre um adolescente e um adulto, logo esse tipo de classificação é na realidade irreal, ou pelo menos, na forma como nós a usamos.
Da mesma forma, analogamente falando, uma espécie não evolui para outra da noite para o dia.
Todas as espécies estão em contante transformação, entretanto a mesma é tão lenta, que nós automaticamente consideramos os filhos como sendo da mesma espécie que os pais. Porém se você avançar o tempo, e acompanhar uma linhagem, no decorrer das gerações, em dado momento, vai se assustar ao notar que está diante de seus olhos, outra espécie de ser vivo.
Entretanto, infelizmente, conforme dito anteriormente, nossa cultura possui dificuldade em lidar com "graduações". Sendo assim mesmo tendo o conhecimento de que uma espécie se transforma de forma muito gradual em outra, sem em momento algum, apresentar uma divisão clara e definida em algum ponto da linhagem, nós ainda classificamos um fóssil, como sendo pertencente a uma espécie bem definida, mesmo que ele, na realidade, esteja a "X" porcento de se transformar em outra espécie.
E é a partir da qui, que se origina toda a confusão feita pelos criacionistas.
Suponhamos que a espécie "F" tenha se transformado com o passar do tempo, na espécie "P" e nós tenhamos um amplo registro fóssil de ambas. Um criacionista, ao observar isso, vai questionar a ausência de uma espécie intermediária entre "F" e "P". Entretanto se ele se tivesse a "decência" de estudar um pouco, ou mesmo ir a um museu que possui esses fósseis ou ao menos, os moldes, notaria imediatamente que todos os intermediários estão la. Entretanto, como nós ainda temos o infeliz habito de inserir tudo em uma categoria firmemente definida, os fósseis intermediários foram classificados pelos taxonomistas como sendo pertencentes a espécie "F" ou "P", mesmo que eles estejam na realidade, a meio caminho da espécie "P".
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